Os (meus) Contadores de Histórias


Hoje, quando começámos a Oficina, os alunos – as alunas, para ser mais precisa – fizeram-me um desabafo, com um ar muito infeliz:
“Isto é pouco. Nós só vamos ler a duas escolas, só no concelho de Vizela, não vamos a outros sítios, nem a todas as escolas de Vizela. Nós podíamos ir a mais escolas: a Guimarães, por exemplo…”
Eu já vi este filme. Meteram na cabeça. Passam-me a batata quente e eu tenho de arranjar maneira de lhes resolver o problema.
O mais espantoso é que estamos a falar de crianças de 12, 13 anos que vão, na única tarde livre que têm em toda a semana, ler aos Jardins de Infância e às escolas do 1º ciclo das suas freguesias – voluntariamente. (Quantos adultos fazem trabalho voluntário?)
Mas o que fazem sabe-lhes a pouco. Querem ler em lares de terceira idade, noutros infantários, noutras escolas. E eu arranjei um colégio em Guimarães onde serão bem recebidos às sexta-feiras de tarde. O único problema é que não posso transportar mais do que quatro alunos de cada vez. Mas posso levar quatro alunos de cada vez!

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