Reflexão de uma professora sobre a componente comum da prova de avaliação de conhecimentos e capacidades dos professores

Na miserável existência que é a vida de um professor detive-me, hoje, porque estava sol e decidi preguiçar um pouco (às vezes ainda mo permitem ao domingo) a analisar o modelo de prova que pretendem aplicar aos meus colegas “destratados”. Sim, destratados, porque a prova, tirando uma única questão de reconhecida importância, pois aborda a frequentemente incorreta separação do sujeito e do predicado, tudo o resto me pareceu burlesco e até ominoso. Não consegui vislumbrar o que se pretende aferir ali; uma questão de desenvolvimento que pouco tem para desenvolver, com um tema puído que poderá servir para adormecer uma insónia; uma outra questão que, aparentemente de lógica, me parece intencionalmente entretida a saber se os professores conhecem o abecedário e uma outra que entrelaça promiscuamente uns círculos que decidem das atividades que alguns alunos frequentam. Bem! Posto isto, que dizer?

Não seria mais sério, mais franco, mais transparente comunicarem que apenas pretendem despedir e extorquir uns trocos aos futuros desempregados? Não seria menos hipócrita, menos obsceno e menos atrabiliário darem a cara e usarem como arma o respeito por quem trabalha na formação de gerações futuras, dignificando uma classe escravizada e torturada diariamente por uma oligofrenia desenfreada?

E que dizer daqueles que se ofereceram para coveiros dos colegas?

A mim, parece-me óbvia a resposta. E a vós?

Vá, lá, conhecem aquela que diz “o respeitinho é muito lindo”?

Pois é. Sejam lindos!!

Lídia Peixoto

24 de Novembro de 2013

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O Rouxinol do Imperador

rouxinol

Na China de outros tempos, certo imperador vivia no palácio mais extraordinário, todo de porcelana fina, de magnificência sem igual. O jardim circundante exibia as flores mais raras, e as que se distinguiam pela sua beleza tinham campainhas de prata que, tocando, chamavam a atenção de quem passava.
Tudo era maravilhoso no jardim do imperador. Estendia-se para longe, até à floresta de grandes árvores e lagos azuis que, por sua vez, descia até ao mar, de tal modo profundo que os grandes barcos ali passavam. Nos ramos das árvores habitava um rouxinol. Cantava tão bem que os pescadores, ao ouvi-lo, quase esqueciam o trabalho.
De toda a parte acorria gente a visitar a cidade, o palácio e os jardins do imperador. Achavam tudo maravilhoso, mas depois de ouvirem a extraordinária ave, diziam:
—O melhor de tudo é o rouxinol!
De regresso às suas terras, essa gente falava da cidade, do palácio e dos jardins. Os escritores e os poetas escreviam livros sobre tais maravilhas, dando sempre especial relevo ao rouxinol.
Estes livros correram mundo e alguns chegaram às mãos do imperador. Vestido de seda, sentado em belos cochins, lia com agrado o que se dizia dos seus domínios, mas, chegado ao fim, lá estava o remate:
— Entre tantas maravilhas, o rouxinol é a maior.
Um dia, o imperador mandou chamar o primeiro-ministro e disse-lhe:
— O que vem a ser isto? Como é possível existir, sem que eu o saiba, essa ave chamada rouxinol, que estes livros consideram o que há de melhor no meu império? Por que razão ainda não a vi?
— Nunca ouvi falar nela — respondeu o primeiro-ministro.
— Quero-a aqui esta noite, a cantar para mim. Só isto me faltava! O mundo inteiro sabe o que tenho, menos eu!
— Será cumprido o vosso desejo, real senhor — respondeu o primeiro-ministro, curvando-se. — Vou …
No palácio, ninguém conhecia o rouxinol. Por mais que perguntasse, nada conseguiu saber.
Voltou o primeiro-ministro ao imperador:
— Saiba Vossa Majestade que tal ave não existe. Deve ser invenção de quem escreveu esses livros!
— Não pode ser falso o que se diz nos livros enviados pelo meu amigo, o imperador do Japão. Portanto, quero aqui o pássaro esta noite, sob pena de toda a corte ser castigada!
De novo o primeiro-ministro subiu e desceu escadas, correu por aqui e por ali à procura de notícias do rouxinol, conhecido no mundo inteiro mas ignorado no palácio.
Por fim, encontraram na cozinha uma rapariga que exclamou:
— Oh, meu Deus! O rouxinol? Conheço-o muito bem! Quando, à noite, me dirijo para junto da costa, para levar a minha mãe os restos de comida que aqui me dão, oiço sempre essa maravilhosa ave, cujo doce cantar me traz lágrimas aos olhos.
— Pequena ajudante de cozinha — disse o primeiro-ministro — obterás o título de cozinheira, se me levares junto dele. Tenho de o trazer aqui esta noite!
Metade da corte (com medo do castigo, é claro) foi para a floresta à procura do rouxinol. No caminho ouviram uma vaca mugir. Certo cortesão, já radiante, exclamou:
— Ei-lo!
— Não, é uma vaca! — disse a rapariga. — Ainda estamos longe.
Daí a pouco ouviu-se o coaxar das rãs, nos pântanos.
— Encantador! — disse o capelão do palácio.
— Não, são as rãs a coaxar! — explicou a ajudante de cozinha. — Mas não tarda que o ouçamos.
Agora é ele! — disse a rapariga, daí a pouco. — Escutai, por favor!
De facto, o rouxinol cantava e todos viram um passarinho de cores discretas que, aos rogos da rapariga, cantou ainda melhor. E foi muito admirado.
Tendo consentido de boa vontade em mostrar a sua voz para deleite do imperador, foi recebido com grandes honras no palácio de porcelana, ao brilho de milhares de velas. Na grande sala onde o imperador se encontrava, colocaram um poleiro de ouro. Todos admiraram o seu canto mavioso.
O imperador tinha lágrimas nos olhos, de comovido, e foi esta a melhor recompensa para a ave. Nunca o esqueceria.
O êxito do rouxinol na corte foi extraordinário. E ficou decidido que o rouxinol ficaria na corte e teria uma gaiola só para ele. Tinha licença de dar um passeio duas vezes por dia e uma vez à noite, acompanhado de doze criados. Cada criado segurava uma fita de seda cuja ponta estava atada a uma das patas do passarinho. Passear nessas condições não devia ter mesmo graça nenhuma.
Certo dia chegou, endereçada ao imperador, urna grande caixa onde estava escrito: Rouxinol.
— Eis certamente outro livro sobre o célebre pássaro — disse o imperador.
Mas não era um livro. Dentro, vinha um rouxinol mecânico semelhante ao verdadeiro, coberto de diamantes, de rubis e de safiras. Quando lhe davam corda, cantava, movia a cauda e lançava chispas de luz. Trazia em volta do pescoço uma fita onde se lia: O rouxinol do imperador do Japão não passa de uma modesta imitação do rouxinol do imperador da China.
— Que lindo é! — exclamavam todos, entusiasmados, ao vê-lo e ouvi-lo.
— Ponham ambos a cantar ao mesmo tempo! — mandou o imperador.
Mas o pássaro verdadeiro cantava à sua maneira e o rouxinol mecânico cantava valsas.
Foi então resolvido que o rouxinol mecânico cantasse sozinho. Obteve grande sucesso, e repetiu, repetiu.
— Agora o rouxinol verdadeiro também tem de cantar — sugeriu o imperador.
Mas… onde estava ele? Ninguém se apercebeu de que voara pela grande janela aberta, em direcção à floresta.
Todos os cortesãos o censuraram:
— Que feia acção! Que ingrato! Não importa! Temos este que é bem melhor e mais bonito. Ao menos, com ele, sabemos o que vai seguir-se e podemos acompanhar a sua música. Com o outro era impossível, sempre diferente, inesperado.
O rouxinol cantava, cantava sem fadiga. Permitiu-se ao povo ver e ouvir aquela maravilha. Os pobres pescadores diziam:
— É lindo e canta bem, mas falta-lhe qualquer coisa …
Do verdadeiro rouxinol nunca mais houve notícias; já ninguém pensava nele.
Certa noite, estando o imperador deitado a deliciar-se com o canto do rouxinol mecânico, colocado em cima da mesa-de-cabeceira, ouviu-se um ruído “Tíup”! Partiu-se a corda do mecanismo; depois “Brrrr… ” e a música parou. O imperador saltou da cama, mandou vir o médico da corte, mas este não soube resolver a situação. Chamou-se então o relojoeiro, que consertou a corda e recomendou muita cautela, porque, com os parafusos gastos, podia quebrar- se novamente.
Foi grande o desgosto. O pássaro não podia agora cantar com frequência.
Cinco anos passaram.
Entre outros os cortesãos reinava a desolação, porque o seu amado imperador estava doente e não parecia ter hipóteses de cura. O sucessor fora já eleito.
Muitos choravam, enquanto outros ansiavam por aclamar aquele que viria.
O velho imperador, estendido na cama, pálido e frio, lutava com a morte. À sua volta, uma quantidade de caras estranhas parecia esperar espreitar por entre as dobras da cortina de veludo; umas tinham expressões de maldade, outras aparentavam simpatia. Representavam as boas e más acções que o imperador praticara. Este, no meio da aflição, só pedia:
— Música! Música! Quero música!
Mas ninguém dava corda ao pássaro mecânico, porque o imperador estava sozinho. Consideravam-no já morto, e os cortesãos preparavam o palácio para receber o sucessor.
— Canta, ave preciosa, canta! — pedia o imperador moribundo.
A ave continuava muda, e o imperador sentia-se morrer, esmagado pelo silêncio confrangedor.
De repente, eleva-se no ar, junto da janela aberta, uma voz deliciosa. Era o rouxinol que, num ramo lá fora, tinha ouvido os gritos de aflição do seu imperador e viera confortá-lo.
A medida que ele cantava, o imperador sentia-se mais leve, melhorava, voltavam-lhe as forças, regressava à vida.
— Obrigado! Obrigado, pássaro celestial! Reconheço a tua voz! Esqueci-te inteiramente, e tu vieste livrar-me da morte com as suas negras visões que me afligiam. Como poderei recompensar-te?
— Já fui recompensado, quando em tempos vi lágrimas nos teus olhos enquanto me escutavas — replicou delicadamente o rouxinol.
— Fica sempre junto de mim. Cantarás quando quiseres e quebrarei em mil bocados o pássaro mecânico!
— Não faças isso! — replicou o rouxinol verdadeiro. — Ele fez o que podia. Conser-va-o. Eu não posso instalar-me no palácio, mas virei, quando sentir desejos disso, e cantarei para ti, à noite, empoleirado neste ramo, junto da janela aberta, para te tornar feliz.
— Sim, farás como quiseres. O meu coração esperar-te-á sempre, para te receber com alegria e gratidão!
E quando os criados entraram, supondo encontrar o imperador já morto, viram-no, porém, sorrir e dizer calmamente:
— Bom dia!…

Hans Christian Handersen

Ler ao deitar

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Este foi um fim de semana particularmente agitado par as pequenas cá de casa. Quatro festas de aniversário é dose, sobretudo para a mãe que tem de comprar as prendas.

Para não variar, ofereceram livros, o que nos levou ao Continente, passe a publicidade, na sexta-feira ao fim da tarde, depois do Inglês. Demorámos algum tempo a escolher: dois livros da Poppy para as grandes que faziam oito anos, um da Poppy para a que fazia cinco, um do Vítor para o que fazia cinco. Do Vítor não, achou a pequena, que já deve estar cansada de oferecer sempre o mesmo, qual menir do Obélix, e preferiu desta vez um livro do Feiticeiro Horácio.

Isto demorou o seu tempo, como é bom de imaginar, e deu nas vistas de uma senhora (talvez avó ou tia-avó) que escolhia algo para oferecer a um rapaz prestes a fazer cinco anos. Aproximou-se de mim pedindo opinião sobre um daqueles albuns cheios de desenhos em que a criança tem de unir os pontos para completar a imagem. Disse-lhe que sim, que era giro, a capa informava que se dirigia à idade pretendida, mas não resisti. Eu nunca resisto. E perguntei se não preferia um daqueles livros que eu própria estava a escolher, mostrando-lhe que o preço era idêntico. “Mas ele faz cinco aos, acho que ainda não sabe ler.” Concordei e expliquei “Lê-lhe a mãe!” Que não, que não tem tempo, tem outra mais pequena, não tem tempo para isso. (Também eu tenho outra mais pequena e isso nunca foi desculpa para não ler às duas, a cada qual o seu…)

Passei o fim de semana a pensar nisto. É tão triste saber que há crianças cujos pais não se dão ao trabalho de lhes ler todos os dias, todas as noites antes de dormir. “Não se dão ao trabalho” é talvez muito forte, mas eu acho que é verdade. Nós fazemos, ou não, o tempo para as coisas que queremos mesmo fazer. Só na SIC, só depois do Jornal da Noite, passam três novelas. Três novelas, cerca de uma hora cada uma. E há quem tenha tempo, já para não dizer paciência, para as ver a todas. E há quem mande “recomeçar”, nos sistemas de televisão por cabo sofisticados que mais ou menos todos temos em casa hoje em dia. Os nossos filhos não são um canal de televisão por cabo fornecido por um operador sofisticado que permite recomeçar se não tivermos assistido ao programa desde o início. O tempo que temos para estar com eles é agora e é fugidio. Ou o aproveitamos ou já passou. E, no fim de contas, o que é mais importante: os nossos filhos ou seja o que for que escolhemos em vez de estarmos com eles? E não estou a falar apenas de programas de televisão, mas também de roupa para passar a ferro, de serão com os amigos no café da rua. Tanto pode ser dito deste hábito tão tipcamente português de passar o serão no café…

Sim, eu sei que a maior parte das pessoas não sabe que isto da leitura é tão importante. (E tão bom…) Tanto quanto posso, faço chegar a mensagem a toda a gente: pais conhecidos, os pais dos meus alunos, os pais dos alunos da escola da minha filha. Há dias, reuni com o pai de um aluno de quinto ano com sérias dificuldads de aprendizagem. E mandei-o ler ao filho. Disse-lhe que desligasse o telemóvel, ou que o deixasse na cozinha, que vestisse o pijama e se metesse na cama com o filho e que lhe lesse um livro. Sugeri um Geronimo Stilton e informei que poderia ser requisitado na biblioteca da escola. Eu não conhecia aquele senhor de parte nenhuma. Trabalha numa fábrica de pneus. O seu rosto não traiu qualquer emoção enquanto conversávamos, pelo que eu não sabia que tipo de sentimento as minhas palavras estavam a provocar. Até que, antes de sair, me perguntou:

A senhora já não vai ter aula com ele hoje?

Sim, vou estar com ele já de seguida.

Então diga-lhe que leve esse livro hoje para casa, sim?

Fiquei feliz, como podem imaginar. Isto foi na segunda-feira. Na terça-feira não fui à escola, mas passei o dia a pensar naqueles dois. Na quarta, não sei qual de nós dois estva mais ansioso: eu por saber ou o rapaz por me contar. Vinha feliz, com um sorriso rasgado e disse-me que tinha gostado muito. E o teu pai? Ele também gostou!

Já o disse, repito: escreve-se tanto sobre o bem que isto faz aos filhos. Mas isto de ler com eles, à noite, na cama, faz tão bem aos pais…

e então… lemos.

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Este ano tenho um quinto ano de Português… muito barulhento. E ainda por cima, como sou directora de turma deles, raro é o da em que não tenho uma queixa. Portam-se mal, pronto. Falam muito. Fazem barulho.

Podem, portanto, imaginar o meu espanto ao verificar que nas minhas aulas, cada vez mais se… ouvem as moscas. Não se ouvem moscas, que não as há, mas ouvir-se-iam, se as houvesse.

Hoje, por exemplo. Entrámos às oito e meia e, nada mais sentarem-se, comecei a ler.

Estamos a ler As Crónicas de Nárnia, comecei, naturalmente, pelo primeiro volume, O Sobrinho do Mágico, e a reacção deles está a ser… um sonho.

Não pare, professora!

Continue, por favor!

Só a primeira página do capítulo…

Só mais um bocadinho…

Não temos um livro para cada aluno, nem sequer um livro em cada mesa, que a biblioteca da escola não chega a tanto. Eu leio, eles ouvem. E ouvem deliciados.

Este livro é riquíssimo. Não apenas pelo trabalho de estímlo à imaginação, mas também pela linguagem. Isto é Literatura, assim, com letra maiúscula, no mais puro sentido do termo. Não é de admirar que faça as delícias de sucessivas gerações e que conheça várias adaptações ao cinema.

Depois da leitura – e porque não convém esquecer que estamos em aula de Português e a (nossa) vida (infelizmente) não é só Nárnia, estivemos a conversar sobre verbos introdutores do diálogo. E, também neste aspecto, este livro é de uma riqueza extraordinária.

Respondeu, retorquiu, disse, perguntou, segredou, replicou, repetiu, prosseguiu, interrompeu, comentou, exclamou, confirmou, gritou, reclamou, concordou, adiantou, sugeriu, contrapôs, murmurou, tratamudeou, declarou, insistiu, explicou, acusou, bradou…

E todos estes só hoje, em dois capítulos.

(Permitam-me este comentário e por favor não me crucifiquem: em A Floresta, de Sophia de Mello Breyner, por exemplo, isto é bem diferente. No primeiro diálogo entre Isabel e o anão, quando se conhecem, o único verbo utilizado é o verbo dizer. E nós que passamos a vida a dizer aos alunos que têm de variar, que não podem usar sempre disse, disse, disse… Sim, eu sei que há uma (UMA) excepção neste diálogo a que me refiro.)

O que eu quero dizer é apenas isto: pensem no Daniel Penac. Pensem em Donalyn Miller. Pensem em Jim Trelease. Leiam. Invistam tempo das vossas aulas na leitura. Ensinem o gosto pela leitura através da leitura e não com teorias estéreis.

Ou deveria dizer, talvez: descubri vós, professores, o prazer da leitura, o prazer supremo de ler uma história, de rir e chorar com as personagens. De descobrir mundos novos.

Repito o que já disse muitas vezes: se os meus alunos (que não são meus amigos aqui no Facebook, mas que seguem, alguns deles, aquilo que torno público, como por exemplo esta Nota) saírem das minhas mãos com o bichinho da leitura, eu terei alcançado o meu objectivo mais querido, aquele que me faz sair da cama todos os dias de manhã.

E, apenas para terminar: eu não coloco aqui fotografias de crianças. Nem das minhas filhas, nem dos meus alunos. Mas a sério que hei-de fotografar a minha Elisa, a minha Telma e os outros todos. A imagem dos vossos olhos, muito abertos, que não pestanejam enquanto leio, é uma imagem que guardarei para sempre.

Na primeira pessoa 2

Neste pequeno segmento, podemos testemunhar a reacção dos pais. Como esta actividade, tão simples, foi acolhida em casa.

Apenas uma nota para informar que estes segmentos foram “cortados” por mim. Por isso não estão lá muito bem… As minhas desculpas.

Na primeira pessoa

Hoje apetece-me. Ando há muito para fazer isto, e hoje é dia.

Este é o primeiro de uma série de pequenos segmentos da Grande Reportagem SIC que foi para o ar em Janeiro de 2012. Falava sobre o projecto de leitura que implementei com muito sucesso junto dos meus alunos do 2º ciclo – e que continuo a implementar, tendo alargado o público-alvo.

Neste primeiro vídeo, sob o olhar atento de um relógio que pára, cada aluno lê uma primeira frase de um conto diferente, dando uma ideia da variedade de temas sobre os quais lemos.